terça-feira, 25 de abril de 2017

MENOS IDAS ÀS URGÊNCIAS




Segundo o jornal i " Os hospitais públicos de Lisboa e Vale do Tejo registaram no primeiro trimestre menos 50 477 idas às urgências, menos 11% face a 2016".
Esta redução é positiva. Importa no entanto concluir sobre as causas, para avaliar da sustentabilidade desta tendência.
Justifica-se a pergunta: estará a melhorar a resposta dos Centros de Saúde e, por consequência, as pessoas já não sentem tanta necessidade de se deslocar às urgências hospitalares?
Uma questão para acompanhar! 


ESTE FOI O PRIMEIRO DIA DO RESTO DAS NOSSAS VIDAS…




Escrevo às zero horas de 25 de Abril de 2017. Há 43 anos o Movimento das Forças Armadas iniciava as operações militares que iriam resultar no fim da ditadura que oprimiu Portugal durante 48 anos.
Muito foi escrito e rescrito sobre aquela madrugada libertadora. Muito haverá ainda para escrever. Porém de uma coisa tenho (temos todos?) a certeza: este foi o primeiro dia do resto das nossas vidas.
Neste dia, de alegria sempre renovada, não quero acrescentar palavras fúteis e mil vezes repetidas. Quero sim expressar a minha felicidade pelo país de Abril que (apesar dos erros e omissões, inerentes à construção de qualquer obra humana) construímos, onde os meus filhos cresceram e os meus netos nasceram e estão a crescer em liberdade.
Num mundo sem fronteiras, cheio de preocupações e perplexidades, amo este país de Abril e tudo o que ele representa. Por isso … 25 DE ABRIL SEMPRE!

segunda-feira, 24 de abril de 2017

SEGURANÇA E DEMOCRACIA



Na próxima quarta-feira reúne na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, o V Congresso Internacional “Segurança e Democracia”. Este evento, cuja Comissão Organizadora integro, tem quatro sessões temáticas: a primeira abordará “ A (in) Segurança Humana: Novos Caminhos?”; a segunda sessão reflectirá sobre “Proteção Civil: Que Conceito Estratégico Nacional?”; a terceira sessão será dedicada à “Segurança e o Terrorismo Transnacional: Que soluções?”; a última sessão abordará a “ Segurança em Eventos Desportivos, em particular o Futebol: Que desafios e que opções?”.
A segunda sessão dedicada à Protecção Civil será por mim moderada, sendo oradores os professores universitários António Amaro e Domingos Xavier Viegas, bem como o Director Nacional de Planeamento de Emergência da Autoridade Nacional de Protecção Civil, José Oliveira.
Entre os oradores das restantes sessões temáticas, destaco António Nunes, Presidente do Conselho Directivo do Observatório sobre Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) e Pedro Proença, Presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
As sessões de abertura e encerramento serão presididas pela Secretária de Estado Adjunta e da Administração Interna, Isabel Oneto e a Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal, respectivamente.



sexta-feira, 21 de abril de 2017

NOTÍCIA DO DIA



  • Pretendo que este espaço tenha uma presença diária junto dos meus muitos leitores. Porém nem sempre  tem sido possível cumprir este objectivo, uma vez que há dias que estou ocupado noutros compromissos, quase todos a exigir concentração máxima, não me permitindo a devida disponibilidade para aqui escrever.
  • Leio jornais diariamente e sou um atento consumidor de informação, veiculada por diversas fontes. Deste modo sou diariamente tocado por noticias que relevo como importantes, numa escolha que, por si só, representa um juízo de valor sobre as mesmas.
  • Assim, a partir de hoje - e todas as manhãs- elegerei aqui a minha Noticia do Dia e partilharei a mesma com os meus leitores. Na escolha não estarei condicionado por qualquer limitação, que não seja o respeito pelo estatuto editorial que adoptei para este blog.
  • Alternarei este espaço com um artigo especifico que, sempre que se justifique e puder, aqui publicarei.
  • Quero continuar a contar com a atenção dos meus cerca de 400 leitores diários. Mas quero mais!

      

segunda-feira, 17 de abril de 2017

FÉ E CIÊNCIA




Desde há muito tempo que me interrogo sobre a dialética da fé e da ciência. Conforme já aqui afirmei por diversas ocasiões sou, por formação, uma pessoa de fé, mais precisamente assumo a religião católica. Porém sou igualmente um apaixonado pela Ciência, toda a Ciência, enquanto produto da inteligência humana e da sua insaciável fome de conhecimento.
Numa entrevista dada no passado fim de semana ao jornal Público, Bruno Nobre, doutorado em Física de Partículas pelo Instituto Superior Técnico e que no ano passado foi ordenado sacerdote, depois de ter concluido uma licenciatura em Filosofia pela Universidade Católica, foi questionado deste modo:
“ A ciência e a religião têm implícitas concepções diferentes do mundo. Por exemplo, para a ciência, e pelo menos desde Darwin, não existe um propósito ou um sentido na natureza. É difícil conciliar as visões científica e religiosa?
A esta pergunta, respondeu de um modo que, só por si, representa a tese a que adiro sobre esta problemática.
“ É difícil conciliar ciência e religião, sobretudo quando temos uma compreensão superficial destas duas dimensões da cultura humana. Ciência e religião são, de facto, concepções diferentes do mundo e do ser humano mas não necessariamente contraditórias. É verdade, porém, que a religião e a ciência constituem formas diferentes de olhar a existência e o mundo. Mas isso não quer dizer que ciência e religião sejam incompatíveis. (…) Quando ciência e fé entram em contradição profunda, devemos perguntar-nos se uma delas, ou ambas, não está a ultrapassar o âmbito que lhe é próprio.”
Como para mim ler jornais é saber mais, facilmente me revejo em muitas abordagens que são diariamente publicadas nos jornais que leio. É este o caso! 

segunda-feira, 10 de abril de 2017

MAIS PRÓXIMO EMERGÊNCIAS




Por convite da Cáritas Portuguesa e do seu Presidente, Professor Eugénio Fonseca, estou a participar na organização de uma estrutura de resposta à emergência da referida instituição. Trata-se de uma colaboração voluntária, uma vez que não quero perder a vontade de servir causas, depois de ter uma significativa parte da minha vida ligada ao voluntariado.
Para além de um modelo de organização da estrutura de resposta, o projeto designado “Mais Próximo Emergências” inclui um módulo de formação, com uma forte componente preventiva, que será desenvolvido em todo o país.
Confesso que tem sido estimulante a minha participação neste projecto, uma vez que tenho oportunidade de ajudar a criar um modelo de organização e formação no âmbito de uma instituição com uma marcante intervenção, no contexto de situações de emergência.
A Cáritas Portuguesa insere-se na Cáritas Internationalis, e actua nas seguintes áreas prioritárias de intervenção: Ajuda humanitária de emergência; Segurança alimentar; Cuidados de saúde; Água e saneamento; Capacitação.
Com esta participação quero continuar a desenvolver actividades e projectos que contribuam para a criação de uma Cultura Preventiva na sociedade portuguesa e a construção de um Sistema de Protecção Civil onde todos saibam qual o papel que devem exercer, individual ou colectivamente.
Quando o “Mais Próximo Emergências” estiver operativo, para além do reforço da intervenção da Cáritas Portuguesa, ele representará um valioso contributo para a materialização da “Estratégia Nacional para uma Proteção Civil Preventiva”, sobre a qual tanto se tem falado, embora dela nada se conheça.




quinta-feira, 6 de abril de 2017

CONTRA A VIOLÊNCIA DENTRO OU FORA DOS ESTÁDIOS




O futebol, esse espectáculo fantástico onde se deveria harmonizar a razão com a emoção, está a transformar-se, em particular no nosso país, num terreno pantanoso onde se misturam diversos interesses e se expressam os mais primários impulsos. Nesta fotografia saem mal, sobretudo os dirigentes. São eles que inundam os meios de comunicação social com afirmações incendiárias, com o lançamento cirúrgico de suspeições, com manobras de pressão em vésperas de jogos decisivos, com a estimulação de afirmações estúpidas e promotoras de ódios criminosos, entre outras características que, por decoro, não identifico.
A esta responsabilidade primeira, junta-se a responsabilidade dos meios de comunicação social (televisões e jornais) em luta desesperada por audiências, maioritariamente protagonizada por jornalistas sem escola e comentadores de facção.
Entretanto a conjugação das duas responsabilidades anteriormente referidas, geram uma outra responsabilidade, a dos adeptos.
Assumo que sou adepto de futebol e de um clube (Sport Lisboa e Benfica)) desde que me conheço. Assumo que sou capaz de desligar de tudo o que me rodeia para ver um jogo do meu clube. Assumo que muitas vezes violo a fronteira da racionalidade que me caracteriza e grito, protesto por uma decisão do arbitro ou rejubilo de alegria com um golo.
Porém não alinho em manifestações de violência, de intimidação, agressão gratuita ou na ofensa ordinária que transformam o futebol num circo romano.
É por tudo isto sou contra a existência de claques, todas as claques. E sou contra porque, tal como escreveu ontem no jornal Público o jornalista Manuel Carvalho, “ em torno das claques, todas as grandes claques, prospera uma camada de rufias que alimenta hordas de cobradores de dívidas ou de seguranças de discotecas obedientes à lógica das organizações de malfeitores”.
Termino fazendo minhas as palavras de Manuel Carvalho: “ Haverá coragem para pôr tudo em pratos limpos, ou estamos condenados a assistir ao alastramento da vílania perante o silêncio cobarde do Estado e as palavras de circunstância dos agentes de futebol”.