sexta-feira, 26 de maio de 2017

É TEMPO DE REESTRUTURAR





Estabeleci com os meus muitos leitores um compromisso de proximidade e regularidade neste meu Blog. Entretanto e tal como aconteceu anteriormente não me tem sido possível assegurar como desejo a minha assiduidade neste espaço.
Como já referi muitas vezes, o Repórter Caldeira pretende ser uma tribuna de afirmação cívica, livre e independente, que utilizo para viabilizar uma intervenção pública, activa e construtiva.
Não me satisfaz escrever um texto qualquer, só para assegurar uma presença junto dos leitores. Porém confesso que ultimamente tenho-o feito e não estou satisfeito por isso.
Então chegou o momento de fazer uma pausa de um mês, período no fim do qual terei mais tempo para poder corresponder às expectativas dos leitores e, simultâneamente, repensar a linha editorial do Blog.
Volto no dia 3 de Julho, com um Repórter Caldeira reestruturado. 
Até lá!

terça-feira, 23 de maio de 2017

FAZER ACONTECER SUCESSO





Sou partidário da ideia de que o sucesso só vem antes do trabalho no Dicionário da Língua Portuguesa. Ou dito de outra forma, o sucesso dá muito trabalho.
O verdadeiro sucesso não é o que se alcança em consequência de esquemas ardilosos, demagogias de circunstância, maquilhagens estéticas (ou de carácter), princípios ajustados aos ambientes e conjunturas, aproveitamentos de fidelidades cegas, falsos moralismos e voluntarismos interesseiros.
O verdadeiro sucesso é o que resulta de trabalho, físico ou intelectual; da firmeza de carácter e de princípios; do respeito pelos outros e por si próprio; das opções de vida subordinadas a metas; do fazer acontecer pela inteligência, a exigência e a capacidade de juntar pessoas, inspiradas por objéctivos partilhados.
Este sucesso em que acredito – e que sempre persegui – constrói-se todos os dias nas organizações de qualquer natureza, nas empresas, nas universidades e nos grupos. Ele não é feito de santos purificados, mas sim por homens e mulheres sujeitos ao erro, mas incapazes de ficar reféns dele. Homens e mulheres que sabem nada saber, por muito que saibam. Homens e mulheres para quem a palavra “nós” não é uma mera retórica deitada da boca para fora, mas sim um projecto de vida.
Perguntam se me considero uma pessoa com sucesso. E eu respondo prontamente que sim. Precisamente porque sempre me posicionei na vida, da forma como anteriormente descrevi.

domingo, 21 de maio de 2017

TÍTULOS DE JORNAIS



Na imprensa do fim de semana registei alguns títulos de jornais, que me fizeram pensar. Deixo a aqui os mesmos e os primeiros comentários que os mesmos e suscitaram:

" Formados de Comunicação, acumulam estágios mas não conseguem emprego."
Comentário: Alerta jovens com a ambição de serem jornalistas. Há sonhos que se transformam em pesadelo.

" Turista morre em praia nas Canárias. Homem detido por não ajudar"
Comentário: Em Portugal a omissão de auxilio também é crime.

" Helicóptero do INEM aterra de emergência após ter sido atingido por repuxo."
Comentário: Não há nada que não aconteça ao INEM.

" Temperaturas podem chegar aos 40 graus esta semana."
Comentário: Temperaturas anormais para esta época do ano. Risco máximo.

" EUA anunciam vendas de armas de 110 mil milhões de dólares à Arábia Saudita"
Comentário: Donald Trump já começou a facturar.


terça-feira, 16 de maio de 2017

AMEAÇAS AO CIBERESPAÇO




As novas tecnologias de informação e comunicação trouxeram uma verdadeira revolução no processo de desenvolvimento das sociedades. Antes, as preocupações de segurança dos Estados centravam-se nas ameaças externas ao território físico de cada país. Com a criação de redes de comunicação e do ciberespaço, a problemática da segurança ganhou novas e mais complexas dimensões.
A internet possui actualmente várias utilizações, nomeadamente a troca instantânea de informações, o pagamento e prestação de serviços, o fornecimento de bens essenciais e a governação dos Estados, entre muitas outras. Esta circunstância impõe o reforço da defesa e segurança do ciberespaço e das redes de comunicação.
Nos últimos dias, serviços públicos e empresas foram alvo de um ciberataque, em vários pontos do mundo.
No artigo “ O impacto do ciberespaço como nova dimensão nos conflitos”, publicado e 2012 no Boletim Ensino/Investigação, do Instituto Universitário Militar, João Manuel Dias  Moreira define ciberataque como “ataque lançado geralmente a partir de um computador recorrendo ao método de intrusão e que tem como finalidade adquirir, explorar, perturbar, romper, negar, degradar ou destruir informação constante em computadores ou em redes de computadores, em sistemas e equipamentos electrónicos ligados a outros equipamentos ou sistemas e que partilham a mesma estrutura de energia ou o mesmo espaço de emissão electromagnética, bem como os próprios computadores, redes de computadores, sistemas e equipamentos”.
Esta é uma nova realidade cuja literatura e o estado do conhecimento disponível classifica em quatro dimensões: cibercrime, hacktivismo,ciberterrorismo, ciberespionagem e ciberguerra.
Os próximos tempos irão certamente trazer-nos mais más notícias sobre esta matéria. Importa então que os Estados reforcem os adequados mecanismos de defesa e cada um dos cidadãos aprenda a defender-se, através de condutas eficazes de auto-protecção, na utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC).





domingo, 14 de maio de 2017

VITÓRIA DO CONTEÚDO




Nem sempre vale a pena o tempo que investimos no visionamento de um espectáculo televisivo. Nem sempre a inteligência, a força da mensagem e os valores que lhes estão subjacentes têm o reconhecimento que merecem. Nem sempre os personagens de “plástico” são vulgarizados por homens e mulheres genuínos e inteiros. Nem sempre a vulgaridade é remetida à sua pequenez natural. Nem sempre o conteúdo vence a forma. Mas no passado sábado aconteceu tudo isto no Festival da Eurovisão. E aconteceu com Salvador Sobral e a sua irmã Luísa Sobral.
“ Amar pelos dois” foi a canção que obteve uma votação esmagadora e, deste modo, venceu a edição 2017 deste festival.
A canção genial da autoria de Luísa Sobral, genialmente interpretada por Salvador Sobral, constitui um valioso contributo para a afirmação da língua portuguesa no mundo e a promoção de um estilo de produção musical, com mensagem e melodia que nos estimula e cultiva. Isto é, que ponha fim aos “genéricos” musicais que nos infectam o espírito em vez de o tornar mais são.
Finalmente começamos a ser reconhecidos no mundo (também na música) pela qualidade e dimensão do que somos capazes de fazer.
Dizem que Portugal está na moda. Eu acho que não é isso. O que verdadeiramente está acontecer é que o “Portugal dos pequeninos” está em vias de extinção e todos aqueles que nele têm apostado (e gostariam de continuar a apostar) têm os dias contados.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

UM SÁBADO ESPECIAL





Olhei para o calendário e ele anuncia-me que o próximo sábado é dia 13 de Maio. Consulto a agenda e esta data está carregada de anotações:
» Papa Francisco e Fátima - Acompanhar a Operação Fátima.
» Jogo na Luz/Benfica-Guimarães – Jogo do Tetra?
» Jantar de anos
» Faculdade – Aulas todo o dia
» Festival da Eurovisão - Final
Não há dúvida que este é um sábado intenso. Porém não sendo possível “ir a todas” há que fazer opções.
Deste modo, não irei a Fátima nem ao Estádio da Luz. Simplesmente porque darei aulas na Faculdade, todo o dia.
Quando acabar o dia de aulas, não vou perder o jogo, na Benfica TV. Depois do jogo e, assim espero, comemorarei o Tetra com a família. Logo a seguir o jantar de anos.
Entretanto e porque o Salvador Sobral está na final do Festival da Eurovisão, vou ver a sua prestação com a bonita canção “ Amar Pelos Dois”.
Um dia em cheio. Falta anotar na agenda da próxima semana: “ recolher informações sobre a Operação Fátima”. Já está!



terça-feira, 9 de maio de 2017

SERVIÇOS E SUSTENTABILIDADE DOS CORPOS DE BOMBEIROS




Para a realização de um estudo que estou a realizar, no âmbito de uma equipa que integro, tive de me debruçar atentamente sobre as Estatísticas do Ambiente, editadas pelo INE, referentes ao ano de 2015.
Neste documento há uma parte dedicada às Entidades Detentoras dos Corpos de Bombeiros, na qual se compilam dados de serviços prestados pelos copos de bombeiros de todo o país (Continente e Regiões Autónomas dos Açores e Madeira).
Dado o interesse e oportunidade dos mencionados dados transcrevo partes significativas dos mesmos.
Em 2015, os serviços prestados pelos 471 Corpos de Bombeiros do país aumentaram 5,7%, correspondente a 1,4 milhões de serviços. A variação positiva de maior magnitude ocorreu co o serviço incêndios (+45,2%), correspondente a 48.466 intervenções, em contraste com infraestruturas e vias de comunicação com um decréscimo de 35,8%.
Em termos estruturais, contudo, manteve-se o predomínio da assistência pré-hospitalar com 59,6%, do total de serviços prestados (mais 1 p.p. face a 2014), seguido pelos outros serviços constituídos na sua maioria por serviços de prevenção, através de patrulhamentos/vigilância, apoio a recintos de espetáculos e desportivos, abertura de portas, transporte de doentes, com 23,3% (24,3% em 2014). A contribuição dos restantes serviços foi menos significativa, oscilando entre os 9,0% (proteção civil) e os 1,1% (infraestruturas e vias de comunicação.
As regiões do Norte e Centro continuaram a concentrar mais de metade (55,4%) dos serviços prestados pelos Corpos de Bombeiros do país por contraponto à Região Autónoma da Madeira com 2,6% dos serviços prestados e do Algarve (4,1%).
Estes dados demonstram, uma vez mais, que os Corpos de Bombeiros são um agente de proteção, socorro e assistência ao serviço da população em todo o território nacional, com um índice elevadíssimo de prestação de serviços e, por consequência, com uma enorme necessidade de recursos humanos e equipamento adequado, o mesmo é dizer com necessidade de investimento permanente.
Pego no documento que tenho estado e citar e nele encontro mais um dado relevante, relativo a 2015.
Os gastos das entidades detentoras de Corpos de Bombeiros totalizaram 355 milhões de euros (326 milhões de euros em 2014). (…) Os rendimentos destas entidades registaram um acréscimo de 6,8% em comparação com 2014, ascendendo a 311 milhões de euros (291 milhões no ano transato).
Ocorre-me perguntar: não será tempo de se olhar para esta matéria, sem pressas e com a devida informação e conhecimento, na perspectiva de encontrar soluções sustentáveis e duradouras que acabem com o sufoco das entidades detentoras dos Corpos de Bombeiros? Não será tempo de abandonar-se o passa culpas (ilegítimas porque ninguém está isento de responsabilidades, ontem e hoje) e passar-se à fase da construção de um modelo de sustentabilidade para a resposta ao socorro confiado a Bombeiros, de espírito aberto e ajustado à realidade actual do país, envolvendo Governo, Municípios, agentes económicos e cidadãos, para além, naturalmente, das estruturas representativas?
Pela minha parte estou pronto a dar o meu contributo, exclusivamente enquanto cidadão e estudioso desta temática, para que estas perguntas tenham a adequada resposta, antes que seja tarde.