COMANDO DE GRANDES OPERAÇÕES




Na sequência dos incêndios florestais de 2003 e 2005 discutiu-se muito a questão das competências que os elementos de comando devem possuir para lhes ser atribuída a missão de comandar operações com elevada complexidade, tanto do ponto de vista da gestão estratégica como dos meios envolvidos. Na ocasião chegaram-se a algumas conclusões.
Neste verão de 2017 e face à gravidade da situação vivida no país, no que se refere aos incêndios florestais, a questão volta a ser abordada. E no meu ponto de vista com grande oportunidade.
Urge voltar decididamente a esta questão. Mas com um espírito aberto, sem arrogâncias doutorais mas também sem retóricas do tipo " no meu tempo é que era".
Analise-se em detalhe e no terreno o comportamento do fogo e a interacção deste com as suas incontornáveis variáveis e facilmente concluir-se-à que estamos na presença de um "inimigo" que aumentou a sua imprevisibilidade e severidade, facto que exige mais capacidade de planeamento, de comando, controle e direcção.
Não se discuta a generosidade incomensurável dos Bombeiros, que há cerca de dois meses dão extraordinárias lições de serviço público a este país.
Discuta-se sim (e de uma vez) a forma de robustecer a sua resposta operacional. Reanalise-se o Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro e o Sistema de Gestão de Operações, adequando estes importantes instrumentos às lições que as catástrofes, como a de Pedrogão Grande, encerram.
Pela minha parte estou empenhado em contribuir para esta missão. De modo fundamentado, observando no terreno, ouvindo quem quiser ser ouvido e lendo tudo. Depois, reflectindo sobre toda a informação recolhida. E finalmente concluindo e propondo.

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