LIÇÕES DA CATÁSTROFE DE PEDRÓGÃO GRANDE



Não sei se todos temos consciência do que verdadeiramente se passou em Pedrogão Grande, Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera,  no passado dia 17 de Junho e seguintes. 
O que aconteceu foi uma catástrofe!
Não sei se existe coragem para recolher toda a informação, depois filtrá-la, analisá-la, processá-la e concluir, séria e corajosamente, o que tiver de se concluir.
Não sei se todos estamos à altura do que se nos é exigido, isto é, que nos libertemos de vaidades balofas, protagonismos medíocres, interesses mesquinhos e jogos palacianos.
Não sei se há muita gente em condições de exercer uma genuína independência, o mesmo é dizer não ter qualquer dependência, para afirmar o que tiver de ser afirmado e defender quem merecer ser defendido.
Não sei isto e muito mais.
Mas sei que é obsceno recusar responsabilidades presentes de uns e branquear as responsabilidades passadas de outros. Sei que é irresponsável sentenciar causas e razões, baseadas em percepções sem fundamento técnico e cientifico ou por meros palpites de natureza futebolística. Sei que há muitas perguntas para fazer e muitas respostas a dar.
Por tudo isto, é preciso estudar o que se passou no nosso país há menos de um mês, sem prolongamentos no tempo, para que não se perca a oportunidade, que todas as catástrofes criam, de se melhorar o sistema, alterando modelos, estruturas, métodos e procedimentos. E, se for caso disso, pessoas. 
Se fizermos isto, honraremos a memória daqueles 63 civis e 1 bombeiro que perderam a vida neste catastrófico incêndio.

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